segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O nascer de um sentimento

      E foi assim que aconteceu o amor nasceu de um ovo esquecido por alguém desavisado, lutou para permanecer por entre a roseira em seu clima de constantes tempestades de sentimentos e permaneceu lá até chegar a hora de nascer. A rosa estava curiosa quem seria tolo suficiente para permanecer tanto tempo em seu meio em uma forma tão frágil, a roseira vendo toda aquela luta para sobrevivência, pela primeira vez abaixou a guarda constante e deixou aquele singelo ovo deixado por um desconhecido nascer.
     
     Nasceu e era uma larva, feia considerada asqueroso por tantos, sem contar que se colocasse o dedo queimava feito brasa. E esse era o amor, uma larva aparentemente  destrutiva  que em sua vontade de crescer acabou destruindo boa parte da folhagem daquela jovem roseira. Embora a crendice local diga o contrario o amor precisava se alimentar, mas infelizmente para se alimentar era necessário abrir marcas no peito da pobre rosa, marcas essas que só o tempo cura e o próprio amor reconstroem.
      
     Não era fácil para a roseira aceitar o amor, mas ela o entendia, e via que algo poderia surgir daquele sentimento aparentemente feio. Não foi um processo fácil a roseira sofreu, murchou e durante alguns momentos deixou de acreditar que aquela larva pudesse se transformar em algo diferente.   
Até que houve um dia em que algo amanheceu diferente, a roseira notou que a larva não estava mais ali, em eu lugar havia um casulo, casulo este que representava o amadurecimento, o amor havia tirado um tempo para reflexões, para balanço, e por mais que a roseira tentasse falar com ele, o casulo permanecia estático e imutável, mas por dentro as coisas mudavam, lentamente, pois o processo de amadurecimento é doloroso e demorado e o nascer é sublime. A rosa mais uma vez respeitou o tempo e esperou agora ela estava ansiosa, pois antes, ela apesar dos pesares tinha o amor inquieto a alfinetar o coração e agora só restava o silencio cômodo.

     Durante um bom tempo a rosa aguardou e agora aquele sentimento estava ali prestes a sair do casulo, estava completamente novo, desconhecido de sua nova e própria natureza exuberante. Tremulo de ansiedade desejava sair para o mundo crescer daquele peito que tentava o enjaular, a roseira então viu um momento sublime frente a sua existência, o ovo que lutou e virou larva, a larva destrutiva virou um lindo sentimento, que criou asas para voar dali e mostrar a beleza de sua plenitude por onde passasse,levando os encantos da roseira que o criou por onde quer que aquele sentimento bom passe. 

4 comentários:

Vitória Barreto disse...

Carambaaa! Não sei o que dizer de seus texto Taci. De verdade, está escrevendo tão bem, que cheguei a ficar emocionada...

Um belíssimo conto. Parabéns.

Patricia disse...

Minha amiga querida!!!

Que texto lindo e bem escrito! Fiquei emocionada, de verdade!!! *-*

Tha. disse...

Dhiva, que lindo!!!
Enquanto lia pensava, como ela escreve com palavras planejadas, todas encaixam-se perfeitamente e formam exatamente aquilo que ela queria dizer, é possível? Sim, é muito possível. Você é demais, sou suspeita ok...mas a vida é o que é, adoro os seus textos e adoro você. Só me resta ser sua seguidora de nº 25 (nº aliás que me deu uma baita sorte hj kkkkkk)e até postar com meu perfil aqui do blog :p Sentiu seu poder?

Beijão :*

T disse...

Tão Lindo! Adoro esse texto Tacizinha!

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